Vinhos argentinos para tomar na primavera

Aproveite a primavera e dos dias ensolarados para tomar vinhos argentinos mais frescos. Deixe o Malbec de ladinho e atreva-se a experimentar bebidas que te trazem a alegria das flores. Há uma gama de vinhos perfeitos para este clima: espumantes, brancos, rosés e alguns tintos mais leves.

 

Vinhos

 

Faça uma degustação de vinhos e saiba a diferença entre eles

 

Espumantes: nunca no congelador!

Os espumantes são delicados, perfeitos para a primavera, e uma das nossas primeiras opções nesta época. A região de Mendoza tem feito excelentes espumantes. Deixo uma dica: não devem, jamais, ser colocados no congelador! Todo mundo já fez, né? Eu aprendi isso na degustação de vinhos da Anuva e nunca mais esqueci. A pressão contida na garrafa pode fazer com que ela exploda. A forma correta e segura de servir o espumante é colocar a garrafa em um balde de gelo com água, para melhor distribuir a temperatura, de trinta a quarenta minutos antes de servi-lo.

 

vinhos argentinos espumante

 

Ouse e prove o Torrontés!

O Torrontés é a unica cepa totalmente argentina e é um vinho muito floral. O Valle de Cafayate, em Salta, ao norte do país, vem fazendo excelentes vinhos argentinos desta cepa e ganhando uma forte reputação no mundo graças ao cultivo desta variedade. Ou seja, se você comprar um Torrontés, dê preferência aos desta região, que possui um microclima especial. Os vinhedos atingem altitudes de 3.000m e a chuva é muito escassa, permitindo um desenvolvimento excepcional da videira.

Importante: é conveniente beber o Torrontés jovem (em seu ano de elaboração), já que o tempo não o beneficia!

 

vinhos-argentinos torrontes

 

Pare de torcer o nariz para o rosé!

O rosé é um super curinga!  Vai bem tanto com legumes, saladas, peixes e frutos do mar, como com carnes mais leves, grelhados e massas.  Uma boa saída para mesas em que uns preferem peixes e outros carnes. Deixe de preconceito e prove um bom rosé nesta primavera. Não esqueça de provar os espumantes rosês também, que estão super na moda, inclusive em drinques.

vinhos argentinos rose

 

Tintos?  Por que não?

E quem disse que um tinto não combina com primavera? Esse é outro mito do mundo do vinho. Se a opção é um tinto, o ideal é escolher os mais leves, como um vinho da uva pinot noir. Originária da Borgonha, esta uva produz vinhos mais delicados e complexos, tanto no aroma como no sabor, com menos intensidade de cor. Pode ser um pouco mais caro, já que se trata de uva difícil de ser cultivada e não se dá bem qualquer região. Entre os vinhos argentinos desta cepa, procure os da Patagônia.

Qual é a melhor temperatura?

Cuidado com o conselho “sirva o tinto na temperatura ambiente”. Nem sempre esta é a melhor opção. Como temos verões quentes no Brasil e Argentina, às vezes é preciso resfriar os vinhos, sim. Confira as temperaturas ideais:

Espumantes e champanhes secos e doces : de 6° a 8°C

Brancos leves: de 6° a 8°C

Brancos de médio corpo: de 9° a 11°C

Brancos encorpados e licorosos: de 10° a 12°C

Roses: de 6° a 8°C

Tintos leves: de 10° a 12°C

Tintos de médio corpo: de 14° a 15°C

Tintos encorpados e envelhecidos: de 17° a 18°C

 

Entenda as regiões produtoras de vinhos argentinos

Cuyo – Mendoza, San Juan e La Rioja. Você provavelmente bebeu um malbec desta região, pois por aqui são produzidos 80% dos vinhos do país, sendo Mendoza a principal estrela.

Patagonia – Neuquém, Río Negro e La Pampa. Os vinhedos mais ao sul do planeta são próprios para caldos mais delicados, tanto de brancas como sauvignon blanc como as tintas pinot noir e refinados malbec.

Norte – Salta, Catamarca e Tucumán. Aqui estão os vinhedos de maior altitude da Argentina. Se jogue no torrontés!

Veja mais:

5 lugares para provar vinhos em Buenos Aires 

Degustação de vinhos da Anuva Wines 

About the Author:

Gisele Teixeira
Jornalista, gaúcha de nascimento e do mundo por opção, vive em Buenos Aires há oito anos. É editora do blog Aquí me Quedo, declarado de interesse cultural pela Legislatura Portenha em 2015. Das coisas que mais gosta na vida: dançar tango, escrever, fotografar e viajar. É casada com o Edu e tem dois gatos, a Tita e o Polaco.