Buenos Aires Gay Friendly é um título que a capital argentina ostenta com orgulho. A cidade respeita a diversidade em seu cotidiano e, por isso, virou o principal destino para o turismo LGBT na América Latina. Mundialmente falando, a cidade fica em quinto lugar no ranking gay friendly, atrás de Nova Iorque, São Francisco, Sidney e Barcelona. Os dados são da Conferência Internacional de Negócios e Turismo LGBT, realizada recentemente na Argentina, e levam em conta o pioneirismo da capital argentina na garantia de direitos das minorias sexuais.

Buenos Aires gay friendly

Os primeiros lugares gays de Buenos Aires surgiram no início dos anos de 1980 e eram quase que exclusivamente lugares noturnos, ocultos, literalmente subterrâneos. Na década de 1990 apareceu a militância, que teve como seu principal evento a Marcha do orgulho Gay, que cresceu em número e significado ano após ano.

Com as leis de matrimônio igualitário e de identidade de gênero, sancionadas em 2010 e 2012 respectivamente, a Argentina passou para a vanguarda no que concerne aos direitos das minorias de gênero. A Lei de Matrimônio Igualitário fez com que Buenos Aires se transformasse na primeira cidade da América Latina a proteger os direitos da comunidade LGBTIQ nesse quesito.

Buenos Aires gay: conheça a estação do arco-íris

Buenos Aires possui alguns lugares gays emblemáticos, como o cruzamento das Avenidas Santa Fé e Pueyrredón, no bairro da Recoleta, que durante anos foi ponto de encontro obrigatório e centro da vida gay da cidade. Por isso a estação de metrô da linha H tem o nome de Carlos Jáuregui, fundador da CHA (Comunidade Homossexual Argentina) e organizador das primeiras marchas de orgulho gay. É a primeira linha de metrô do mundo a fazer homenagem a um ativista da diversidade sexual.

A estação tem um mural de 14m x 4m, do artista venezuelano Daniel Arzola, além de ilustrações na entrada e intervenções nas escadas. Há frases de Carlos Jáuregui, Ilse Fuskova, Héctor Anabitarte, Claudia Pía Braudacco, Lohana Berkins, Alejandro Modarelli, Roberto Jáuregui e Néstor Perlongher, todos militantes do movimento LGBTI.

Buenos Aires gay: marcha e festivais

Buenos Aires vem se destacando na organização de eventos LGBT, como o Festival Diversa, que inclui exposições de fotografia, arte, shows de tango e espetáculos de drag queens, o Festival Internacional de Cinema Asterismo e o Festival Internacional de Tango Queer. Em 2017, a 10ª Conferência Internacional de Turismo LGBT, de 15 a 18 de agosto, foi na capital argentina e pretende reunir mais de 1500 empresas e tendências deste segmento.

Mas o evento gay mais importante do ano é mesmo a Marcha do Orgulho. Em sua primeira edição, em 1992, reuniu somente 300 pessoas. Hoje são milhares de participantes, com um crescimento contínuo a cada ano.

Buenos Aires gay: hospedagem

Como Buenos  Aires não possui um bairro exclusivamente gay, a oferta de alojamento inclusivo se espalha por toda a cidade. Os bairros mais procurados pelos turistas são Palermo, Recoleta, San Telmo e Puerto Madero. Entre as hospedagem mais badaladas estão os hotéis Faena, em Puerto Madero, Legado Mítico, em Palermo,e Alvear Art, na Recoleta, além de Lugar Gay Hotel, em San Telmo, para quem busca uma hospedagem mais econômica (específico para homens gays).

Buenos Aires gay: milongas

A cidade do tango tem várias milongas gay friendly, lugares onde cada um dança com quem quiser, fazendo o papel de líder ou de seguidor, e não necessariamente de homem ou mulher. São frequentadas por homossexuais, heteros, trans…não importa a orientação sexual ou de gênero, e sim que sejam todas pessoas interessadas em um tango mais livre e diverso, sem os papéis fixos do tango tradicional.

A primeira milonga queer de Buenos Aires foi realizada em 2003 e já em 2007 a cidade teve seu I Festival Internacional de Tango Queer. Em 2013, pela primeira vez na história, o Festival e Mundial de Tango de Buenos Aires teve um casal do mesmo sexo inscrito na categoria salão. Entre as milongas mais reconhecidas estão a Queer Milonga e a La Marshall, mas também se pode bailar sem preconceito em Los Laureles, na Domilonga e na Milonga Sin Gomina, para citar algumas.

Buenos Aires gay: bares e baladas

Como qualquer grande cidade, Buenos Aires também tem seu “abre e fecha” quando se trata de bares e restaurantes. A gente recomenda que, sempre que possível, você ligue antes para os lugares recomendados, para conferir o horário de funcionamento e, especialmente, se eles ainda estão na ativa.

Entre os bares gays mais recomendados estão:  Casa Brandon, com filmes, mostras de arte, boa música, comida e bebida; Peuteo, bastante popular como “prévia” para outras baladas; Sitges, um dos maiores bares gays de Buenos Aires; Homo Sapiens Bar e Spa, com sala de projeções, darkroom  gabinetes íntimos para relax.

Buenos Aires gay: Pride Café

Buenos Aires tem uma oferta gigante de restaurantes, mas deixamos uma sugestão especificamente comunidade LGBT, o Pride Café, por seu pioneirismo. Foi um dos primeiros a colocar a bandeira na porta. Vale uma parada se você está pelo bairro. Confira também as agendas de  Guia virtual para o turismo LGBT. gmag360.com e Turismo de Buenos Aires. turismo.buenosaires.gov.ar.

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